Desde 2010, o Brasil passa por um amplo debate sobre pesquisas eleitorais.
Após as eleições de 2024, o debate cresceu.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou um Projeto de Lei para punir institutos de pesquisas eleitorais realizadas nos sete dias antes das eleições que apresentem previsões muito diferentes dos resultados verificados nas urnas.
De acordo com a proposta, que altera a Lei das Eleições (Lei 9.504, de 1997), a entidade ou empresa responsável por essa pesquisa será proibida de registrar e divulgar novas pesquisas de intenção de voto por cinco anos, e a mesma proibição será aplicada ao estatístico responsável.
Ciro Nogueira afirmou no dia em que apresentou o projeto, que erros graves de pesquisas eleitorais podem resultar em “um grave fenômeno de desinformação” e influenciar indevidamente os eleitores.
De maneira surpreendente, aqui no RN tivemos várias pesquisas envolvendo a eleição de uma entidade médica, a Unimed Natal.
Faltando menos de 48 horas da eleição, saiu uma pesquisa do instituto BRAVO, que apontou a vitória do médico Ricardo Queiroz.
Em 28 de março, o instituto Consult disse que o médico Ricardo Queiroz tinha 5% de vantagem sobre Márcio Rêgo, que venceu a disputa.
O único instituto que acertou o resultado da eleição da Unimed foi da pesquisa Perfil, que há 48 horas do pleito apontou a vitória do eleito Márcio Rêgo.